Por Gabriel de Paulo e Isabelly Braga
Da esquerda para a direita: Professora Kelly, de Teorias da Comunicação (Publicidade e Propaganda), Marina Meira e a professora Vânia, também de Teorias da Comunicação (Jornalismo)
Foto: Gabriel Miranda
Na manhã do dia 25/11, Marina Meira, coordenadora de enfrentamento à desinformação na Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, palestrou sobre o impacto da desinformação no Brasil. Ela trouxe à tona questões cruciais que permitiriam tanto a comunicação quanto à saúde pública, oferecendo uma visão clara dos desafios enfrentados por sua secretaria, criada há apenas dois anos.
Durante a palestra, Marina discutiu a influência das plataformas digitais, destacando como elas moldam a sociedade. Com crianças já participando como criadoras de conteúdo e sendo expostas à publicidade desde cedo, o ambiente digital se torna um espaço complexo, cheio de desafios éticos e regulatórios. Um diagrama apresentado em inglês sintetizou o impacto da desinformação, reforçando que tanto a desinformação (informação falsa) quanto a desinformação (desinformação intencional) poluem o ecossistema informacional e ameaçam o progresso humano, além de promoverem o discurso de ódio.
Outro ponto relevante foi a “batalha dos termos”. Juntamente com a professora Vânia, Marina defendeu a adoção do termo “desinformação” em vez de “fake news”, argumentando que este último banaliza a gravidade do problema e não reflete a complexidade das dinâmicas por trás da disseminação de informações falsas.
A situação brasileira também foi alvo de análise. Marina apontou para o oligopólio midiático, no qual 11 famílias controlam os principais veículos de comunicação no país. Essa concentração de poder impacta diretamente a diversidade de narrativas e opiniões no debate público, reforçando a necessidade de regulação das plataformas digitais. Ela destacou que essas medidas podem mitigar os efeitos da desinformação e promover um ambiente informacional mais saudável.
No campo da saúde pública, o impacto da desinformação é ainda mais alarmante. Marina abordou a queda das taxas de vacinação no Brasil, um reflexo direto dos movimentos antivacina e da propagação de informações falsas sobre imunização. Ela abordou o reforço do SUS e de programas educativos, como o Saúde com Ciência, para reverter essa tendência e restaurar a confiança da população nas políticas de saúde.
Por fim, Marina destacou o papel da educação midiática. Segundo ela, capacitar os cidadãos para interpretar e avaliar criticamente as informações é um dos pilares na luta contra a desinformação. Apenas por meio de um esforço conjunto entre governo e sociedade será possível proteger a sociedade dos danos causados por um ambiente informativo cada vez mais tóxico.
A palestra de Marina Meira foi um lembrete poderoso da urgência em enfrentar a desinformação em suas diversas formas, propondo caminhos para um futuro mais transparentemente informado para todos.

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